A corrida presidencial entra na reta final com uma disputa cada vez mais apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Levantamentos recentes indicam proximidade entre os dois. No Datafolha divulgado na quinta-feira (17), Lula registra 39% das intenções de voto, contra 36% de Flávio, diferença dentro da margem de erro.
Com a redução da distância, cresce também a busca pelo chamado voto útil. As campanhas dos dois primeiros colocados tentam conquistar eleitores de candidatos que aparecem atrás nas pesquisas, como Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
Na avaliação de Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice, a estratégia de Lula deve priorizar ações de alcance social para tentar direcionar o debate para uma agenda mais favorável ao governo.
“Nessa reta final de campanha, o presidente Lula vai tentar imprimir uma agenda positiva. Já começou a fazer isso com a questão do reajuste do Bolsa Família.”
Já Flávio deve concentrar seus ataques em assuntos que possam aumentar o desgaste do governo e de seus adversários políticos, segundo Noronha.
