Por Victor Figueiredo
Doze anos após ser vítima de um dos casos de racismo de maior repercussão do futebol brasileiro, o ex-goleiro Aranha participou, na última quarta-feira (16), de uma palestra para adolescentes de uma escola na zona sul de São Paulo.
O encontro integrou um ciclo de atividades promovido pelo Colégio Marista Arquidiocesano. Com o tema Racismo no Esporte: o jogo só muda quando todos entram em campo, a atividade reuniu alunos do 7º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio para discutir o combate ao preconceito e o papel de quem presencia situações discriminatórias.
Diante de uma plateia formada por jovens entre 12 e 18 anos, Aranha transformou o auditório em uma grande conversa. Ao longo da palestra, o ex-goleiro misturou histórias pessoais, reflexões sobre racismo e referências do universo adolescente. Em meio aos relatos, citou o influenciador Felca e recorreu a expressões populares entre os jovens, como “aura” e “six seven”, arrancando risadas da plateia e aproximando um tema pesado do cotidiano dos estudantes.
A escolha foi proposital. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva antes do encontro, Aranha explicou que procura adaptar a linguagem para despertar o interesse dos jovens pelo tema.
“Eu não venho aqui ensinar sobre racismo ou dar letramento racial. Eu venho sensibilizar os alunos para que eles se interessem pelo assunto e entendam o quanto isso faz mal”, explicou.
