Naná Silva e Victoria Barros, ambas de 16 anos, deram entrevista à CNN Brasil, nesta sexta-feira (18), logo após serem eliminadas nas quartas de final de duplas do SP Open, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo.
Na conversa, as duas jovens promessas do tênis brasileiro abriram o jogo sobre um tema que ganhou ainda mais peso no esporte nacional em 2026: o acompanhamento psicológico na carreira.
O assunto voltou aos holofotes depois que Beatriz Haddad Maia, principal nome do tênis feminino brasileiro, anunciou uma pausa na carreira em agosto, citando desgaste mental acumulado ao longo de temporadas de resultados abaixo do esperado.
Bia, que retorna às quadras apenas em 2027, chegou a revelar publicamente a dimensão do problema: “Eu venho, mentalmente, enfrentando há alguns meses e não tem sido fácil.”
Naná Silva já conta com apoio profissional desde cedo
Questionada sobre o tema, Naná contou que já tem uma rede de apoio estruturada ao redor da carreira. “Eu tenho uma equipe que me ajuda bastante nisso, meus treinadores, a gente conversa bastante. Eu tenho uma psicóloga também”, disse.
A tenista também destacou uma orientação recebida do próprio pai, sobre encarar a rotina do esporte com leveza. “Meu pai sempre falou para mim para, quando estiver dentro de quadra, estar curtindo. Então acho que eu sempre curto estar dentro da quadra”, afirmou.
Até as partes menos agradáveis da rotina, como a preparação física, ganham um sentido positivo na visão da jovem.
