O “pacote de bondades” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê injetar cerca de R$ 271 bilhões na economia em 2026, ano em que o petista tenta a reeleição ao Palácio do Planalto.
Os dados levantados pelo CNN Money contemplam anúncios de linhas de crédito, reforços orçamentários a programas já existentes e subsídios.
Segundo o governo, parte das ações são neutras do ponto de vista fiscal. Isso significa que não haverá ganho nem queda de arrecadação federal. É o caso da isenção do Imposto de Renda, que será compensada com a criação de um imposto mínimo para super-ricos.
O impulso mais recente veio com o reajuste do programa Bolsa Família. Somente neste ano, o novo valor do benefício irá gerar um custo adicional de R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos. Para custear a medida, a equipe econômica afirma que fará um remanejamento de recursos do Orçamento, principalmente da previdência.
Em outra frente, o governo federal vem implementando desde março uma série de medidas para mitigar a alta no preço dos combustíveis por causa do conflito no Oriente Médio. O pacote inicial, considerando as ações implementadas até abril, tinha impacto estimado em R$ 31 bilhões.
Com a continuidade da guerra no Irã, o governo prorrogou algumas medidas e anunciou outras para substituir as existentes. A equipe econômica alega que os subsídios serão compensados com o aumento da arrecadação da União com royalties e outras receitas de petróleo.
