Considerada um dos principais corredores transnacionais de cocaína, a Amazônia também se tornou um importante polo do comércio ilegal de ouro. O PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) ampliaram sua atuação e passaram a reinvestir parte dos lucros obtidos com o tráfico de drogas na extração mineral clandestina.
Um relatório divulgado no início de setembro pela Global Initiative mostra que os recursos adquiridos com o tráfico de cocaína é atualmente direcionado ao garimpo ilegal de ouro.
A forte demanda internacional pela commodity, sobretudo na Europa, amplia as oportunidades de lucro e permite usar o recurso extraído para comprar cocaína diretamente de fornecedores nas regiões produtoras.
Por ser um ativo de difícil rastreamento e fácil ocultação, o ouro também pode ser usado para viabilizar transações de drogas em larga escala, como alternativa a pagamentos em dinheiro ou operações por meio de empresas de fachada, sujeitas à fiscalização financeira.
Cada vez mais mais diversificado, o tráfico regional de cocaína vêm redirecionando carregamentos da droga para o estado brasileiro do Amapá e para a Guiana Francesa, de onde são exportados para a Europa em vez de seguir a rota tradicional pelo curso do rio Amazonas.
A bacia amazônica possui uma vasta rede fluvial que conecta produtores andinos a portos globais. Diante disso, as facções enxergaram o local como um pilar estratégico para o tráfico transnacional de drogas.
