Desde o dia 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça decidiu retirar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que trazia mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) protagonizaram uma guerra de 44 despachos ou ofícios relacionados ao caso.
O levantamento feito pela CNN mostra que a maior parte das movimentações partiu do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e de André Mendonça, no momento em que a disputa sobre o acesso às investigações, os sigilos e a condução dos processos ganhou espaço dentro da Corte.
Fachin foi responsável por 12 das 44 movimentações, seguido por Mendonça, com 9. Moraes aparece em terceiro, com 8, enquanto Flávio Dino teve 6. Gilmar Mendes fez 5 movimentações, Cristiano Zanin, 3, e Luiz Fux, 1.
A sequência começou em 1º de setembro com Mendonça pedindo manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre as mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Moraes e levantando o sigilo das conversas.
O movimento provocou um contra-ataque de Moraes. No âmbito do inquérito das fake news, o ministro pediu que Mendonça fosse investigado por suposta improbidade, sob a alegação de que ele teria direcionado investigações e estaria protegendo aliados.
A partir daí, a ala do STF aliada ao ministro Alexandre de Moraes buscou provar publicamente que Mendonça “escondia” informações comprometedoras sobre colegas dos quais era próximo.
