O Brasil enfrenta uma situação delicada diante do avanço da presença militar norte-americana na região das Américas. É o que avalia Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM e da Unifa, ao WW.
Para Rudzit, o governo brasileiro precisa urgentemente reconhecer que a realidade das relações institucionais com os Estados Unidos mudou de forma significativa.
Brasil “praticamente cercado”, segundo especialista
Rudzit avalia que o Brasil se encontra em uma posição de crescente vulnerabilidade geopolítica.
Segundo ele, as ações norte-americanas na região têm se voltado para a aproximação com governos de direita alinhados aos Estados Unidos, como o Paraguai e o Equador, além de negociações em curso com a Bolívia.
“O Brasil está numa posição praticamente bem cercada”, afirmou o especialista.
O alto comando das Forças Armadas brasileiras, especialmente do Exército, vê com preocupação a possibilidade de ações militares norte-americanas nas fronteiras do país, regiões extremamente porosas, compostas em grande parte por floresta amazônica e cerrado, onde a delimitação territorial não é facilmente visível.
Rudzit destacou ainda que parte do narcotráfico que passa pelo Brasil tem como destino a Europa, e não necessariamente os Estados Unidos, mas que esse detalhe não importa para o eleitor americano.
