O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, admitiu nesta sexta-feira, 18, uma ação contra o presidente Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para apurar supostas irregularidades durante o Carnaval de 2026. A representação foi feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A ação questiona o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro, com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, dedicado à trajetória política do presidente.
Justiça vai analisar uso de recursos públicos
Flávio acusa Lula e Alckmin de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Segundo a representação, houve repasses de recursos públicos da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Embratur para a escola depois da definição do tema do desfile.
Os órgãos públicos afirmam que o apoio financeiro é destinado às escolas de samba para a realização do Carnaval. A ação também questiona a transmissão do desfile em televisão aberta e pela internet. Para Flávio, a exposição teria proporcionado ao presidente maior tempo de divulgação e configurado campanha antecipada. Lula e Alckmin terão cinco dias, depois de notificados, para apresentar defesa. O processo seguirá no TSE.
Durante o desfile, Lula acompanhou a apresentação em um camarote da Marquês de Sapucaí, ao lado do então prefeito do Rio, Eduardo Paes, e de outros aliados.
