Às vésperas do primeiro turno das eleições, a ONU Mulheres, braço da Organização das Nações Unidas, publicou um documento com propostas para candidatas, candidatos, partidos políticos, instituições públicas e toda a sociedade.
As medidas buscam reduzir a violência e as desigualdades de gênero e incluem temas como participação política, violência contra as mulheres, trabalho, cuidado e crise climática.
Segundo a entidade, o documento busca ampliar o debate público e apresentar caminhos para transformar direitos reconhecidos em políticas públicas.
O g1 ouviu especialistas para entender quais são, hoje, os principais obstáculos para que essas pautas avancem, de fato, na política brasileira e sejam transformadas em políticas públicas.
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Para o cientista político Elias Tavares, o principal desafio é garantir que as propostas não sejam lembradas apenas durante as eleições, mas tenham orçamento, metas e continuidade.
“Afinal, uma proposta só se transforma em política pública quando sai do discurso, entra no planejamento do governo e chega efetivamente à vida das pessoas”, diz Elias.
O cientista político Samuel Oliveira afirma que um dos obstáculos é evitar que essas pautas percam prioridade quando chega o momento de definir os recursos e executar as políticas públicas.
“Prevenir feminicídio, ampliar creches, estruturar redes de cuidado ou mudar padrões dentro de partidos exige gasto permanente e produz resultado ao longo dos anos.
