O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo governo Lula na quinta-feira (17) não é incompatível com a responsabilidade fiscal de um eventual novo governo do PT.
“Não tem nenhuma incompatibilidade”, afirmou ele em entrevista ao portal UOL. “O que incomoda - e eu falei de preconceito fiscal - é a visão de muita gente de setores do mercado de que governos de extrema direita antidemocráticos são fiscalmente responsáveis e que governos de centro-esquerda, governos democráticos seriam irresponsáveis do ponto de vista fiscal. Isso é uma falácia, que esconde interesses”, continuou, afirmando que o que esses setores defendem, na realidade, é um Estado mínimo.
“Nós chegamos agora com condição de acomodar [esse aumento no programa social]. Veja, não é um aumento real do Bolsa Família. Nós estamos falando de uma recomposição inflacionária”, disse Durigan. “O Ministério do Desenvolvimento Social já vinha pedindo isso há um tempo, e foi agora que nós conseguimos achar o espaço fiscal para fazer a recomposição orçamentária”, justificou.
O ministro e porta-voz da campanha petista para assuntos econômicos disse que o que foi feito agora é “muito diferente” do que foi feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando o programa - então chamado Auxílio Brasil - subiu de R$ 400 para R$ 600 em agosto.
