As micotoxinas são substâncias produzidas por fungos que podem contaminar grãos e outros ingredientes de origem vegetal utilizados na alimentação animal e humana. Embora sejam invisíveis, não tenham cheiro ou gosto e nem sempre provoquem sinais clínicos evidentes, elas podem comprometer a saúde e o desempenho dos animais e, consequentemente, aumentar os custos de produção do agronegócio.
O tema ganhou relevância diante das mudanças nas condições climáticas e da necessidade de maior controle sobre a qualidade dos grãos utilizados na produção de rações. Segundo dados apresentados por Augusto Heck, gerente da categoria de aditivos antimicotoxinas para a América Latina da DSM-Firmenich, o levantamento realizado pela empresa na primeira metade de 2026 apontou um cenário de risco elevado para micotoxinas no Brasil e em grande parte da América Latina.
O estudo reúne mais de 10 mil amostras e perto de 60 mil análises realizadas em diferentes países. A pesquisa é conduzida pela DSM-Firmenich desde 2004 e acompanha a ocorrência de micotoxinas em grãos e coprodutos utilizados na produção de ração.
O problema não está apenas nos casos em que a contaminação provoca doenças ou sinais clínicos facilmente identificáveis. De acordo com Heck, uma parcela importante dos impactos ocorre de forma subclínica, reduzindo a eficiência dos animais sem necessariamente provocar sintomas evidentes.
