O dólar à vista encerrou a sexta-feira (18) cotado a R$ 5,1442, com alta de 0,10%, depois de reduzir o ritmo de avanço ao longo da tarde. Pela manhã, a moeda chegou a R$ 5,1662. Na semana, a divisa acumulou valorização de 0,37%, em um ambiente marcado pelo fortalecimento global do dólar após a elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
O movimento da moeda americana frente ao real acompanhou a desaceleração do dólar no exterior, em meio à diminuição das perdas do iene. Parte do desconforto eleitoral provocado pela pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17) também perdeu força durante a tarde, o que contribuiu para a recuperação do real.
Em setembro, o dólar ainda recua 0,69% ante a moeda brasileira, após ter subido 2,16% em agosto. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, operava aos 100,196 pontos por volta das 17h, com queda de 0,05%, depois de atingir 100,564 pela manhã, maior nível em sete semanas. Na semana, o indicador acumulou ganho de pouco mais de 1% e, no ano, de quase 2%.
O economista-chefe da Franklin Templeton Brasil, Adauto Lima, afirmou que o dólar ainda mostra fôlego limitado, apesar da alta em setembro, o que ajuda a manter a taxa de câmbio comportada. Segundo ele, os termos de troca, com a alta do petróleo, favorecem o real, enquanto a volatilidade eleitoral atua no sentido contrário.
