O Exército dos Estados Unidos esteve prestes a abordar um navio chinês no Oriente Médio no início deste ano com base em um relatório de inteligência equivocado elaborado com a ajuda de inteligência artificial (IA), informou a CNN nesta sexta-feira (18).
Os serviços americanos de inteligência haviam indicado que o navio transportava componentes relacionados a armas nucleares, o que levou as forças americanas a preparar sua interceptação, segundo a emissora, que citou quatro fontes anônimas a par do incidente.
A operação foi cancelada depois que se descobriu que um assistente conversacional de inteligência artificial usado por um analista havia identificado erroneamente o material transportado pelo navio.
Uma das fontes citadas pela CNN afirmou que o relatório era “completamente falso”, mas “esteve a ponto de desencadear uma guerra”. A emissora não informou o que o navio transportava, nem qual era seu destino.
Questionado pela AFP sobre o incidente, o Exército americano não respondeu de imediato.
A informação divulgada pela CNN ocorre em um momento em que, há uma semana, multiplicam-se os alertas sobre os riscos relacionados à IA.
O presidente americano, Donald Trump, e vários republicanos reiteraram, no entanto, que não pretendem regulamentar o setor, oficialmente por temerem que a China assuma a liderança.
