A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que os recentes anúncios sobre reajuste do Bolsa Família e as promessas de canetas emagrecedoras no SUS (Sistema Único de Saúde) ajudaram a retomar as rédeas de pautas propositivas na disputa eleitoral.
A avaliação do QG de Lula é que foi possível retomar a capacidade de gerar e disputar a pauta, depois de semanas de noticiário dominado pela crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e, antes disso, por desgastes com denúncias sobre Lulinha, o filho do presidente, e sobre Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete de Lula.
O aumento no Bolsa Família já era estudado há meses pelo governo, mas ainda não havia definição sobre espaço fiscal. O próprio ministro do Desenvolvimento e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), já tinha falado publicamente sobre a ideia no ano passado e início deste ano.
O reajuste tem um efeito limitado de críticas da oposição. Se os adversários subirem muito o tom, correm o risco de ver eleitores de baixa renda se afastarem.
No PT, a avaliação é de que o governo de Jair Bolsonaro usou a “máquina” de auxílios de maneira “mais agressiva” quando tentava a reeleição em 2022, uma vez que o impacto previsto foi maior quando três meses antes da eleição o agora ex-presidente aumentou o pagamento do Auxílio Brasil.
