A busca por alternativas ao domínio da TSMC no mercado de semicondutores movimentou as gigantes da tecnologia. Empresas de peso como Apple, Google, NVIDIA, Amazon, AMD, Tesla, Microsoft e Qualcomm avaliam de perto o novo processo de fabricação 14A da Intel. A tecnologia inédita de 1,4 nanômetro é a principal rota de escape para a indústria, já que a capacidade de produção da rival taiwanesa enfrenta lotação máxima até pelo menos 2028.
Um relatório da firma de investimentos Piper Sandler revelou o interesse das marcas e apontou avanços rápidos no desenvolvimento do hardware. O diretor financeiro da Intel, David Zinsner, afirmou que a melhoria na taxa de defeitos dos componentes ocorre no ritmo mais veloz desde a era dos 22 nanômetros em 2012. Com a redução contínua das falhas nas placas de silício, a empresa espera atingir o nível ideal de qualidade comercial no primeiro trimestre de 2027.
Além da capacidade técnica, a pressão política do governo dos Estados Unidos para nacionalizar a produção de chips joga a favor da Intel. Para preparar o terreno e garantir a estrutura necessária para fechar contratos volumosos, a fabricante levantou 20 bilhões de dólares em capital novo em agosto.
