Donald Trump, presidente dos EUA, em foto de 13 de setembro de 2026
AP/Julia Demaree Nikhinson
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta sexta-feira (18) mudanças no calendário de vacinação infantil e afirmou que a medida poderá provocar uma "redução enorme" nos casos de autismo. A declaração se baseia em uma alegação sem comprovação científica que associa vacinas ao transtorno do espectro autista.
Trump disse que pretende pressionar empresas farmacêuticas a dividir a aplicação de vacinas infantis em cinco etapas, com intervalos de seis meses. Segundo ele, algumas vacinas também deveriam ser retiradas do calendário de crianças pequenas e aplicadas apenas quando elas fossem mais velhas.
"Nós vamos recomendar e, na verdade, exigir", afirmou Trump, ao defender o novo esquema. Ele disse que a criança receberia as doses nos intervalos de seis meses e afirmou que a mudança teria "um impacto enorme" sobre os casos de autismo.
Não há evidência científica de que dividir ou espaçar as vacinas reduza a ocorrência de autismo nem que a aplicação de imunizantes aumente a probabilidade de uma criança nascer com o transtorno.
Uma revisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicada em setembro de 2026, analisou estudos publicados entre 2010 e 2025 e concluiu que as pesquisas de maior qualidade não encontraram relação causal entre vacinas e autismo. A análise também não encontrou evidências de associação com vacinas que contêm tiomersal ou alumínio.
Trump pede fracionação de vacinas para crianças 'para evitar autismo' com base em teoria sem comprovação
