O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo, se apresentou à polícia na tarde desta 6ª feira (18.set.2026) e foi detido na Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
A Justiça expediu um mandado de prisão e não havia o encontrado. Ele chegou a ser tratado pelas autoridades como foragido, mas negou publicamente que estivesse fugindo e disse que se entregaria 24 horas.
Em declaração enviada ao Poder360 na 5ª feira (17.set), Leite disse que “nega veementemente”qualquer relação com o PCC e afirmou desconhecer integrantes da facção. Também negou irregularidades na relação que manteve com empresas de ônibus.
“Minha relação com as empresas de ônibus são uma relação institucional”, afirmou.
Na manhã desta 6ª feira (18.set.2026), a polícia realizou buscas em um imóvel em Sorocaba, no interior paulista, onde suspeitava que Milton Leite pudesse estar. Ele não foi encontrado no local. No imóvel havia uma outra pessoa, que não soube explicar a origem do dinheiro e dos documentos encontrados no endereço. Foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil, o equivalente a cerca de R$ 457 mil.
Milton Leite atuou por 27 anos na Câmara Municipal de São Paulo antes de deixar o mandato.
INVESTIGAÇÃO E ACUSAÇÕES
A prisão do ex-vereador está ligada à Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o MPSP (Ministério Público de São Paulo).
