Uma nova simulação que projeta diferentes futuros para a humanidade ao longo de mil anos sugere que o colapso de uma civilização tecnológica não precisa necessariamente significar seu fim definitivo. Em alguns cenários, sociedades poderiam entrar em ciclos de colapso, reconstrução e retomada tecnológica.
O estudo foi desenvolvido por Celia Blanco e colegas para investigar uma possível explicação para o chamado paradoxo de Fermi, a questão sobre por que ainda não encontramos sinais de outras civilizações tecnológicas no Universo, caso elas existam.
Uma das possibilidades consideradas pelos pesquisadores é que civilizações tecnológicas sejam relativamente efêmeras, sucumbindo à própria destruição por fatores como colapso ecológico, conflitos ou outras instabilidades sistêmicas.
Mas a destruição não necessariamente precisaria representar uma aniquilação completa. A equipe considera a hipótese de que civilizações possam surgir, entrar em colapso, reconstruir-se e voltar a crescer, passando longos períodos em uma espécie de dormência tecnológica.
