Uma nova análise da rede viária do Império Romano desfez o mito persistente de que todas as estradas levavam a Roma, mostrando, em vez disso, que outras cidades importantes, como Constantinopla, ou a atual Istambul, eram mais centrais na rede.
“Quando analisamos todo o transporte terrestre em todo o Império Romano, existe uma rota que é a mais central, atravessando o próprio império, e essa rota não passa por Roma”, disse Tom Brughmans, professor associado da Escola de Cultura e Sociedade da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e coautor da nova análise, publicada na terça-feira na revista científica Nature Communications.
Em sua maior extensão, em 117 d.C., o Império Romano estendia-se da Grã-Bretanha até a orla do Saara, abrangendo partes da Europa, Ásia e África em cerca de 5,5 milhões de quilômetros quadrados (2,1 milhões de milhas quadradas). Roma era o centro político e econômico do império, mas a geografia a tornava mais importante para a navegação no Mediterrâneo do que para o sistema rodoviário.
“A península italiana é apenas um apêndice de terra que se projeta para o Mediterrâneo”, disse Brughmans, “então a rota mais central passava pela costa norte-africana, depois para leste através da atual Turquia e cidades como Antioquia e Ancara, e então por Constantinopla, antes de seguir para o norte de Roma, passando por Milão.”
Em 324, o imperador romano Constantino I transferiu a capital do império de Roma para Constantinopla por razões estratégicas e econômicas.
