Uma ave do Atlântico Norte chama atenção por sua tática de mergulho de impacto na hora de capturar suas presas. O atobá-do-norte (Morus bassanus), também conhecido como ganso-patola, atobá-boreal, ganso-patola-do-atlântico ou alcatraz-do-norte, é capaz de fazer um voo performático a uma velocidade surpreendente durante a caça.
A ave avista a presa do alto, recolhe as asas para diminuir a resistência frontal e atinge o mar em um mergulho no ar que acontece praticamente de forma vertical, a partir de dezenas de metros de altura.
O atobá-do-norte consegue suportar a colisão com o mar sem se machucar graças à sua própria estrutura corporal: um longo bico afunilado, pescoço estabilizado por uma musculatura forte e divertículos aéreos sob a pele que promovem amortecimento.
Para capturar o alimento, a ave consegue realizar um mergulho de até 11 metros de profundidade. Quando a presa está em uma região muito profunda, o atobá usa as próprias asas para nadar no mar.
O animal possui um corpo que, com as asas abertas, chega a até 2 metros de comprimento. Seu voo rápido chega a 86 km/h, permitindo uma maior eficiência na hora de capturar os peixes dos quais se alimenta.
A ciência estuda o atobá-do-norte devido à transição ágil que realiza do ar para a água, unindo anatomia e biomecânica inspira a criação de projetos de engenharia para veículos e dispositivos que precisam atravessar a água de uma forma suave, sem grandes impactos.
