A conta alta para processar inteligência artificial e o teto do modelo de assinaturas forçam uma revolução econômica no setor de tecnologia. Dados da consultoria Menlo Ventures revelam que apenas 3% a 5% dos clientes pagam mensalidades em aplicativos de IA. Mais de 90% das interações consomem fichas computacionais de forma gratuita. O descompasso entre a despesa com servidores e a receita direta obriga desenvolvedores a testar a inserção de publicidade contextual nas respostas dos assistentes virtuais.
A presença de marcas em diálogos automatizados desperta cautela em investidores e pioneiros do setor. O cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman, alertou que mensagens comerciais mal calibradas podem corroer a confiança do público nos assistentes virtuais. O presidente-executivo da Snowflake, Sridhar Ramaswamy, ex-chefe de anúncios do Google, afirmou que o patrocínio cria o risco de os modelos distorcerem respostas para beneficiar anunciantes.
O mercado, porém, busca modelos que separem a resposta técnica do bloco comercial.
O esgotamento dos velhos formatos da web
Os formatos tradicionais de publicidade digital não funcionam na era dos assistentes de linguagem. O modelo clássico de banners gráficos do Google AdSense rende médias de US$ 2,50 por mil exibições e exige páginas repletas de textos navegáveis. Nos chats de IA, a tela é dominada por conversas diretas e respostas objetivas em tempo real.
