Os Estados Unidos estão aumentando a pressão sobre Daniel Ortega e Rosario Murillo. E agora o movimento vai além de sanções, condenações diplomáticas ou críticas ao governo nicaraguense.
O Congresso americano começa a colocar no papel quais seriam as condições necessárias para uma transição democrática e para uma Nicarágua pós-Ortega-Murillo. Esse é o ponto central de duas iniciativas que avançam paralelamente em Washington.
A primeira já passou pela Câmara dos Representantes. Em julho, a Câmara aprovou, por 217 votos a 209, o projeto de orçamento para Segurança Nacional, Departamento de Estado e programas relacionados para 2027.
Depois da aprovação, a proposta seguiu para o Senado. No relatório que acompanha o projeto há uma determinação específica sobre a Nicarágua.
O secretário de Estado deverá apresentar ao Congresso, em até 90 dias depois da eventual entrada em vigor da lei, um relatório sobre os esforços dos Estados Unidos para apoiar uma “transição democrática na Nicarágua”.
O documento determina que o Departamento de Estado detalhe medidas para restaurar liberdades fundamentais, instituições independentes, direitos humanos e liberdade religiosa. Também exige uma avaliação das condições necessárias para eleições livres, justas e confiáveis e de ações destinadas a reduzir a dependência da Nicarágua em relação à China.
