O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quinta-feira, 17, um decreto que reajusta o Bolsa Família em 15,04%, a 17 dias do 1º turno das eleições. O piso do benefício sobe de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio passa de R$ 675 para R$ 777. O impacto é de R$ 5,8 bilhões neste ano e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento.
A medida contrasta com a posição adotada pelo próprio Lula em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) elevou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 durante a campanha eleitoral. Na época, o petista classificou a concessão de benefícios próximo às urnas como "muito grave".
"Muito grave"
Em vídeo recuperado de 2022, Lula afirmou que não havia precedente na história do Brasil de um governo distribuir "50 e poucos bilhões de reais em benefícios que só duram até dezembro" a menos de dois meses da eleição. Segundo ele, a população estava recebendo os valores "por conta das eleições".
2022
Lula critica aumento do auxílio:
“Foi criado com objetivo eleitoral.”
“Deixou pra criar perto das eleições, pra garantir ajuda na campanha.”
“Utiliza o povo de forma mais grosseira possível em época de eleição.”
Trata como “papel higiênico”.
O petista também disse que Bolsonaro queria "comprar o povo" com medidas de duração de apenas seis meses e tratava o eleitor como "ignorante ou gado". "Por que esse fascista pensa que o povo vai ser tratado como se fosse ignorante ou gado?
