O avanço do Brasil para novas etapas da cadeia produtiva de minerais críticos esbarra na falta de profissionais especializados, avalia a ANM (Agência Nacional de Mineração). Segundo a reguladora, o país tem hoje menos de 50 especialistas com formação específica na separação de elementos de terras-raras, um dos maiores desafios da exploração desses materiais.
Atualmente, o papel brasileiro na cadeia internacional de minerais críticos se restringe à extração e exportação. A progressão para novas etapas, como processamento, beneficiamento e transformação, é um dos principais objetivos da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em posicionamento divulgado depois da sanção da nova política, a ANM sinalizou que a escassez de profissionais especializados é um dos principais gargalos para o avanço das cadeias produtivas dos minerais.
Embora tenha 25% das reservas mundiais de minerais críticos e a 2ª maior de terras-raras, o Brasil ainda não detém a tecnologia nem a mão de obra necessárias para desenvolver determinados processos considerados altamente complexos, como a separação de terras-raras.
O procedimento químico e industrial consiste em isolar os elementos químicos de terras-raras a partir do minério bruto extraído na natureza.
