A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem apostado de forma crescente na polarização como principal estratégia na reta final antes do primeiro turno das eleições. Segundo a analista de Política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) foi transformada em ativo político pela campanha, permitindo um confronto cada vez mais direto e agressivo com Lula.
Estratégias opostas: confronto versus distância
Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem evitado o confronto direto com Flávio Bolsonaro, preferindo criticar o bolsonarismo de maneira mais ampla e geral, mencionando a “trama golpista” e o movimento em torno de Jair Bolsonaro (PL), Flávio adota a postura oposta.
“O que Flávio faz? Flávio faz o exato oposto”, afirmou Clarissa Oliveira, destacando que o candidato embarca no confronto direto com Lula de maneira cada vez mais agressiva.
A analista ressaltou, no entanto, que Flávio enfrenta um desafio delicado nesse caminho: a necessidade de preservar o eleitor de centro. Um discurso excessivamente radical pode afastar esse segmento do eleitorado, o que seria especialmente prejudicial caso a disputa avance para um segundo turno.
Na reta final do primeiro turno, Flávio tem atacado especificamente o reajuste do Bolsa Família, classificando o aumento como “uma merreca”, sem, contudo, recorrer à Justiça para derrubá-lo, o que poderia voltar-se contra ele próprio.
