Oi, pessoal. Quem acompanha o noticiário já percebe os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Como economista, acompanho de perto o funcionamento do Judiciário em estados como São Paulo, Pará, Tocantins e Maranhão. Esse trabalho de campo envolve renegociação de dívidas entre empresas e instituições financeiras, contratos com o poder público, recuperação tributária e modelagem econômica de acordos em disputas judiciais complexas.
Na prática, tenho observado um movimento relevante, diante da atual crise de imagem e das tensões no STF, muitos processos de médio e grande valor, antes paralisados, passaram a ser reavaliados de forma estratégica pelos autores das ações. Historicamente, disputas envolvendo grandes escritórios de advocacia e partes com maior poder financeiro ou institucional tendiam a se arrastar, seja para ganhar tempo, seja para buscar decisões favoráveis pelo desgaste. Agora, esse cálculo de risco mudou.
Para entender essa mudança, é preciso considerar o cenário macroeconômico. O país atravessa uma crise econômica forte e silenciosa que, embora muitas vezes suavizada nos discursos oficiais, aparece com clareza na economia real. Dados recentes da Serasa Experian indicam que o Brasil ultrapassou 72 milhões de inadimplentes, enquanto os pedidos de recuperação judicial seguem em patamares recordes, acima dos níveis críticos registrados na pandemia.
