A farmacêutica Cristália e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) iniciam, em 24 de setembro, a primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina. A substância tem potencial para ajudar pacientes com lesão na medula a recuperar movimentos.
O estudo terá cinco voluntários entre 18 e 72 anos. Nesta etapa, os pesquisadores vão avaliar a segurança do medicamento em humanos. A eficácia ficará para as fases seguintes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o teste. Os participantes devem ter lesão medular completa causada por trauma entre as vértebras T2 e T10, ocorrido há menos de 72 horas, além de indicação para cirurgia de descompressão medular.
Se a substância avançar na fase 1, os pesquisadores pedirão autorização da Anvisa para as etapas seguintes. As fases 2 e 3 terão mais participantes e avaliarão a eficácia do tratamento em comparação com as opções atuais. O medicamento só poderá chegar à população depois da conclusão de todas as fases e da obtenção do registro final.
Aplicação e acompanhamento da polilaminina
Os voluntários serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Equipes treinadas aplicarão a substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois, os pacientes farão reabilitação na AACD e serão acompanhados por seis meses.
A professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio desenvolveu a polilaminina a partir da laminina, uma proteína humana.
