O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acusou formalmente o ex-diretor executivo da Secretaria da Fazenda paulista André Weiss por corrupção passiva e organização criminosa. A denúncia apresentada à Justiça atinge também dois auditores fiscais e um advogado acusados de integrar uma rede de fraudes no ressarcimento de créditos de ICMS. O portal g1 revelou os detalhes da ação nesta sexta-feira, 18.
O site afirma que as investigações mostram que o ex-número 3 da pasta recebeu R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo. Além disso, aponta que o advogado João André Buttini de Moraes repassou cerca de R$ 13,6 milhões em propinas para o grupo entre 2021 e 2025. Os entregadores transportavam as notas em mochilas para encontros em restaurantes no bairro de Pinheiros, na capital.
Gravação de sauna e propina em mochilas
Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos flagraram uma gravação na qual Weiss sugeria a compra de uma sauna para supostamente lavar dinheiro em espécie. A conversa gravada em julho de 2023 deu origem ao nome da Operação Caldarium.
A lista de denunciados inclui os auditores Artur Gomes da Silva Neto, conhecido como "Rei Artur", e Kunio Shimada. A informação divulgada pelo portal confirma que o MP-SP pediu a manutenção das prisões preventivas de Weiss, Buttini e Silva Neto, além de solicitar a detenção de Shimada.
Ao g1, a defesa do advogado João Buttini informou que não teve acesso aos autos do processo e respeita o sigilo decretado.
