A Reach, publisher dona dos jornais britânicos Mirror e Express, anunciou na 4ª feira (16.set.2026) o corte de 220 vagas editoriais. A decisão é motivada pela queda de 46% no tráfego vindo do Google, atribuída pela empresa ao avanço de ferramentas de inteligência artificial que exibem resumos de notícias e reduzem a necessidade de acessar os sites dos veículos. Não está claro quais veículos sofrerão cortes.
Os recursos Google AI Mode e AI Overviews estão entre os fatores citados pela companhia, de acordo com informações publicadas pelo Guardian. Como parte da nova reestruturação, a empresa também encerrará as marcas digitais KentLive, AberdeenLive e GalwayBeo.
Segundo o Guardian, a Reach disse que criará 60 vagas, com foco em receita digital, especialmente assinaturas e vídeos de formato longo.
PRESSÃO DO GOOGLE E BBC
Em comunicado aos funcionários, o diretor de conteúdo da Reach, David Higgerson, defendeu reduzir a dependência do volume de publicações e priorizar jornalismo original. O Guardian informou que ele citou a BBC como fonte de pressão sobre os veículos comerciais e afirmou que a emissora pública reproduz em até 70% dos casos a produção local de empresas privadas.
