A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), principal entidade de representação sindical do setor rural paulista, manifestou “extrema preocupação” com a decisão do governo federal de promover um reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família.
O aumento no valor do programa social foi anunciado nesta quinta-feira, 17, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida, tomada a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições gerais no país, foi criticada pela oposição e pelo mercado, que apontaram seu caráter eleitoreiro.
“A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifesta extrema preocupação com o anúncio do aumento de 15% no Bolsa Família, anunciado ontem pelo presidente de República. Tal medida carrega o nítido teor de uma manobra política eleitoral, tomada sem compromisso com a sustentabilidade das contas do país”, diz a Faesp em nota divulgada nesta sexta-feira, 18.
Segundo a entidade, “diante de um déficit público que já ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão, a criação desta nova despesa sem o devido lastro orçamentário é aviltante”.
“O próprio Ministério do Planejamento e Orçamento informou que o reajuste terá impacto adicional estimado de R$ 28,5 bilhões em 2026/2027. Certamente isso vai trazer impactos diretos, imediatos e danosos à economia, impulsionando a alta da inflação e forçando o aumento da taxa de juros, o que afasta ainda mais investimentos produtivos, tão necessários”, afirma a Faesp.
