A cota destinada à carne bovina brasileira na China em 2027 pode ser consumida já em março se não houver um mecanismo para distribuir os embarques ao longo do ano, afirmou nesta quinta-feira (17) o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa. Segundo ele, a entidade discute com o governo brasileiro uma proposta de divisão dos volumes entre frigoríficos.
A avaliação da Abiec considera o ritmo mensal de embarques do Brasil para a China e a possibilidade de antecipação das vendas para o início do próximo ano. “Se nada for feito, vai acabar em março”, afirmou Perosa, durante encontro na sede da entidade, em São Paulo.
A China estabeleceu para o Brasil uma cota de 1,128 milhão de toneladas em 2027, ante 1,106 milhão de toneladas neste ano. Acima desse limite, a carne brasileira pode continuar entrando no mercado chinês, mas fica sujeita a uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota já aplicada. A salvaguarda vale de 2026 a 2028 e prevê elevação gradual da cota para 1,151 milhão de toneladas no último ano.
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Neste ano, o avanço dos embarques mostrou a velocidade de invasão da cota. Em 9 de maio, o Brasil havia atingido 50% do volume de 2026. Em 21 de julho, chegou a 80%.
