No nordeste do Missouri, Addie Yoder, produtora de milho, soja e criadora de gado, opera duas colheitadeiras, três caminhões-reboque e vários tratores, de meados de setembro até o final de outubro, para colher e transportar suas safras.
Com os preços do diesel em níveis recordes e apenas uma colheitadeira consumindo 300 galões do combustível, o melhor que ela pode fazer é tentar reduzir outras despesas, disse ela.
No sudeste da Dakota do Sul, Drew Peterson, produtor de soja, milho e criador de gado, prevê gastar até US$ 1,5 mil por dia apenas para abastecer uma de suas colheitadeiras nesta safra, o dobro dos custos do ano passado -, entre as muitas máquinas que ele precisa utilizar para colher sua safra.
“Não dá para simplesmente dizer: ‘Bem, o diesel está caro, então não vou colher'”, disse ele. “Você tem que fazer isso caber no seu orçamento.”
Em todo o território dos EUA, os agricultores estão enfrentando preços recordes do diesel no auge da safra, o que reduz ainda mais as margens de lucro já estreitas. Aumentos de preços parecem inevitáveis nos supermercados norte-americanos antes das eleições de meio de mandato de novembro, nas quais o custo de vida deve ser uma das principais preocupações dos eleitores.
O abastecimento global de combustível tem sido afetado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e pelos ataques ucranianos às refinarias russas.
