* Por Flávia Zeni
Nos últimos anos, as discussões sobre inteligência artificial no varejo foram dominadas por anúncios chamativos e demonstrações conceituais. No entanto, por trás dos holofotes do marketing, a verdadeira revolução tecnológica está acontecendo em uma camada muito menos glamourosa, porém infinitamente mais rentável: a operação do negócio.
Dados do KPMG Global Tech Report mostram que 90% das organizações de consumo e varejo já integraram agentes de IA aos seus fluxos de trabalho. Contudo, existe um abismo crescente entre as empresas que usam a tecnologia apenas como vitrine e aquelas que extraem valor financeiro real dela. O grande divisor de águas atual não é a capacidade de adotar a IA, mas a habilidade de transformar essa ferramenta em eficiência operacional e ganho de margem.
A inteligência na cadeia de suprimentos e o fim da "ruptura fantasma"
Onde a IA realmente gera impacto prático no dia a dia do setor? A resposta está na gestão de estoque, na previsão de demanda e na execução da cadeia de suprimentos.
O e-commerce brasileiro segue em forte expansão, com estimativas da ABComm apontando para um faturamento de R$ 259 bilhões. Ao mesmo tempo, pesquisas do Google revelam que 57% dos consumidores no Brasil já utilizam inteligência artificial em alguma etapa de suas jornadas de compra.
