A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado. O agente é réu, ao lado do soldado Guilherme Augusto Macedo, pelo homicídio qualificado do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, ocorrido em novembro de 2024 na Vila Mariana, em São Paulo.
Na decisão, a Justiça determinou a expedição de alvará de soltura mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Entre as exigências fixadas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de contato com testemunhas e familiares da vítima, a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização e a suspensão do porte e posse de arma de fogo, devendo o PM ser mantido exclusivamente em funções administrativas na Polícia Militar.
Em relato à CNN Brasil, o pai da vítima, Júlio Acosta Navarro, expressou repulsa e lamentou a soltura do réu.
Dia muito triste para os pais… É como morrer uma vez mais.
Júlio Céser Navarro, pai de Marco Aurélio
Em nota, os advogados da família reafirmaram que a busca permanece firme pela verdade, punição dos envolvidos e dignidade da memória de Marco Aurélio.
A prisão preventiva de Bruno havia sido decretada em 31 de julho de 2026, a pedido da acusação, sob a alegação de um suposto episódio de violência doméstica e ameaça contra sua companheira.
