Logo do Tik Tok
Jornal Nacional
Um usuário do TikTok teve a câmera e as fotos do celular acessadas remotamente em um teste de segurança feito por pesquisadores nos Estados Unidos com ajuda de inteligência artificial.
Eles usaram o modelo de inteligência artificial GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai, para analisar códigos e identificar falhas.
O caso foi revelado pelo Washington Post e chama atenção para um novo uso da inteligência artificial: em vez de apenas escrever textos ou criar imagens, modelos de IA já podem ser usados para encontrar vulnerabilidades em programas e ajudar a automatizar ataques digitais.
O TikTok foi informado sobre a falha e corrigiu o problema.
Como o ataque foi possível
Os pesquisadores que fizeram o teste trabalham na empresa de segurança cibernética DepthFirst.
E aqui entra a parte mais curiosa: eles usaram um modelo de inteligência artificial gratuito para ajudar a procurar as falhas.
A ferramenta pode ser modificada pelos próprios usuários. Os pesquisadores, então, adaptaram o modelo e combinaram a IA com outros recursos para analisar códigos e procurar pontos que poderiam ser explorados.
Foi assim que chegaram a componentes de código aberto usados pelo TikTok. Durante a análise, a inteligência artificial encontrou algumas vulnerabilidades.
Mas encontrar uma única falha não era suficiente para invadir o celular.
Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA
