Sharon Sharabi ficou conhecido em Israel por sua luta para garantir a libertação de seus dois irmãos, sequestrados em Gaza. Agora, ele concorre às eleições parlamentares do próximo mês com o objetivo de “garantir que o Hamas não possa se reerguer”.
Assim como ele, diversos parentes de ex-reféns, pais que perderam seus filhos e combatentes que se destacaram durante o ataque perpetrado pelo grupo islamista Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, concorrem às eleições por partidos políticos rivais.
Suas candidaturas refletem tanto a importância central que o pior ataque da história de Israel ocupa nas próximas eleições quanto as profundas divisões que ele deixou na sociedade israelense.
Três anos depois, as eleições de 27 de outubro se configuram como um referendo sobre o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, seu governo de extrema direita e sua resposta ao ataque.
Os candidatos estão profundamente divididos entre aqueles que apoiam a ofensiva de Netanyahu em Gaza, grande parte da qual foi reduzida a escombros, e aqueles que o responsabilizam pela falha de segurança que permitiu o ataque.
As pesquisas antecipam uma disputa acirrada. A maioria dos partidos com chances de entrar no Parlamento incluiu nas suas listas figuras ligadas ao 7 de outubro.
A AFP identificou nove candidatos que perderam um ente querido, tiveram familiares feitos reféns ou se destacaram combatendo o Hamas no dia do ataque.
