O GRI Institute Infrastructure, instituto especializado em soluções para infraestrutura e energia, apontou os cortes de geração, conhecidos como “curtailment”, como um dos principais entraves no setor elétrico e propôs aos presidenciáveis medidas para enfrentar os cortes em renováveis, além de cobrar mais previsibilidade para os investimentos no ciclo 2027-2030.
Os cortes de energia impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) acontecem para preservar a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico. O volume contabilizado corresponde à diferença entre a energia que os empreendimentos poderiam produzir, dadas as condições de vento, sol e disponibilidade dos equipamentos, e a geração efetivamente realizada após a restrição.
Dentre os motivos estão: a falta de infraestrutura de transmissão, como linhas danificadas ou atrasadas; quando as linhas de transmissão atingem o limite de capacidade e a energia não pode ser escoada; e o excesso de oferta em relação à demanda. Nos dois últimos casos, não há direito a compensação.
“Brasil não carece de capital disposto a investir, mas precisa de mais previsibilidade, regras estáveis e respeito aos compromissos”, afirma o documento.
