O Federal Reserve aumentou as taxas de juros pela primeira vez em três anos na quarta-feira (16), elevando a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 3,75%-4,00%.
A mensagem foi agressiva, com todos os 12 membros votantes do FOMC apoiando-a e 16 dos 18 participantes prevendo outro aumento da taxa de juros antes do final do ano.
A medida também foi acompanhada por uma declaração decisiva do presidente do Fed, Kevin Warsh, que destacou tanto a inflação persistentemente elevada nos EUA quanto a força da economia subjacente.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo recuaram ligeiramente, indicando que a medida aliviou alguns temores sobre a capacidade e a disposição do Fed de combater a inflação sob a gestão de Warsh.
Em seguida, o Banco da Inglaterra manteve sua postura firme , com o presidente Andrew Bailey alertando que a probabilidade de um aumento nas taxas de juros cresceria caso a volatilidade dos preços da energia persistisse.
Os mercados, na quarta-feira, precificavam uma probabilidade de 80% de um aumento na próxima reunião do Banco da Inglaterra, em novembro.
Por fim, o Banco do Japão elevou as taxas de juros em 0,25 ponto percentual na sexta-feira (18), como esperado, reforçando a tendência de aperto monetário observada nesta semana.
