Familiares de Jéssica Gonçalves, de 28 anos, denunciam negligência no atendimento recebido pela mulher antes da morte dela, cinco dias após dar à luz no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, na zona Oeste do Rio. A filha de Jéssica, Jade, também morreu nesta quinta-feira (18), aos 9 dias de vida.
Jéssica deu entrada na unidade no dia 8 de setembro e passou por um parto normal. Segundo a família, após o nascimento da filha ela começou a sentir fortes dores abdominais. Os parentes afirmam que a equipe hospitalar teria dito que os sintomas eram provocados por gases e seriam comuns no período pós-parto.
À CNN Brasil, a sogra de Jéssica, Andréia Cristina, afirmou que o prontuário registra complicações desde o dia seguinte ao parto, como hemorragia, vertigem e tontura. Ainda segundo ela, Jéssica recebeu alta 48 horas após o nascimento de Jade, mas precisou retornar à maternidade no mesmo dia.
De acordo com Andréia, Jéssica foi atendida às pressas, estabilizada e encaminhada ao centro cirúrgico. Ela foi entubada e transferida em estado grave para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde morreu no domingo (13).
Jade permaneceu hospitalizada e morreu nesta quinta-feira, aos 9 dias de vida. A família levantou a possibilidade de que a bebê tenha sido exposta a uma infecção durante o parto ou posteriormente, inclusive durante a amamentação no primeiro dia de vida. A causa da morte da recém-nascida não foi informada.
