A USA Rare Earth, dona da Serra Verde, em Goiás, fechou uma parceria com a francesa Pasqal e a americana Riven Systems para tentar desenvolver novas tecnologias de separação de terras raras com o uso de computação quântica e inteligência artificial.
O projeto ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento e busca identificar novas moléculas extratantes capazes de separar os diferentes elementos de terras raras de forma mais eficiente do que as alternativas disponíveis atualmente.
Segundo as empresas, uma maior seletividade desses extratantes poderia reduzir o número de etapas necessárias durante o processamento, diminuindo a quantidade de equipamentos, o consumo de insumos e, consequentemente, os custos de implantação e operação das plantas.
A separação é considerada uma das etapas mais complexas da cadeia de terras raras. Após a mineração e o processamento inicial, os diferentes elementos ainda podem permanecer reunidos em produtos intermediários, como o carbonato misto de terras raras.
Para chegar a produtos de maior valor agregado, utilizados posteriormente pela indústria, é necessário separar esses elementos em produtos individuais, como óxidos de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
A própria USA Rare Earth afirma que esse é um dos principais gargalos enfrentados por empresas fora da Ásia. Segundo a companhia, a China domina atualmente essa capacidade, principalmente no caso das terras raras pesadas, como disprósio e térbio.
