O cancelamento da sessão de quinta-feira (17) do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), anunciado por Luiz Edson Fachin, teve como principal objetivo conter a escalada da crise institucional e evitar novos confrontos públicos entre os ministros da Corte. A informação foi apurada pelo analista de Política da CNN Teo Cury, ao CNN Novo Dia.
A decisão foi tomada após uma série de ataques trocados entre integrantes do tribunal ao longo da semana. Segundo o analista, essa é a terceira semana consecutiva de crise no STF sem qualquer arrefecimento. Pelo contrário, o que se observou foi um escalonamento progressivo do desgaste e da turbulência na Suprema Corte, sem sinais de alívio na tensão.
Sessão cancelada para evitar briga ao vivo
De acordo com Teo Cury, a avaliação que prevaleceu era a de que, caso a sessão fosse mantida na quinta-feira (17), havia grande risco de os ministros escalarem ainda mais o embate de forma pública, em uma sessão transmitida. Fachin optou, então, pelo cancelamento, sem definir uma nova data para a retomada dos trabalhos.
A decisão sobre o adiamento do julgamento envolvendo Mendonça foi publicada em decisão de ofício, na qual o presidente do STF informou que a sessão seria “oportunamente redesignada”. O pano de fundo do cancelamento envolve a questão de ordem levantada por Gilmar Mendes, que cobrava um julgamento conjunto dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça.
