Logo da Microsoft em Cambridge, em foto de arquivo
Reuters/Brian Snyder
A OpenAI cometeu um "roubo impressionante de proporções sem precedentes" ao utilizar milhões de artigos jornalísticos para treinar seus modelos de inteligência artificial (IA), alegou o New York Times em um documento judicial tornado público nesta quinta-feira (17).
A startup californiana teria extraído conteúdo de mais de 10 milhões de artigos, quase um terço vindos do próprio New York Times.
O documento afirma que Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft, classificou a prática como "um roubo impressionante de proporções sem precedentes" e possivelmente "o maior roubo de trabalho da história da humanidade".
As declarações de Hecht representam "a opinião pessoal de um funcionário" e "não refletem a posição da empresa", informou um porta-voz da Microsoft à AFP em comunicado.
Agora no g1
O jornal processou a OpenAI e a Microsoft há três anos em um tribunal federal de Nova York, acusando as empresas de utilizarem indevidamente material protegido por direitos autorais para treinar o ChatGPT, principal modelo da OpenAI. A Microsoft fez seu primeiro investimento na OpenAI em 2019.
Diversos outros grupos de mídia também aderiram à ação judicial, entre eles a Ziff Davis, proprietária do CNET e de outras publicações de tecnologia, além da empresa controladora da revista Mother Jones, o site de jornalismo investigativo The Intercept e vários jornais locais dos Estados Unidos.
Diretor da Microsoft chamou de 'roubo' uso de reportagens do NYT para treinar modelos da própria empresa e da OpenAI
