O ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) disse que o reajuste de 15% do Bolsa Família não tem caráter eleitoreiro. A medida foi anunciada na 5ª feira (17.set.2026) pelo governo federal, a 17 dias do 1º turno das eleições.
Em entrevista ao jornalista Fabio Graner, do jornal O Globo, publicada nesta 6ª feira (18.set), Moretti declarou que o reajuste foi feito agora pois houve uma redução na projeção das despesas previdenciárias. “A discussão estava acontecendo há um tempo, mas a gente estava com bloqueio de R$ 23 bilhões e depois em torno de R$ 17 bilhões”, afirmou.
Segundo Moretti, o ministério recebeu um documento que indica uma redução na projeção das despesas previdenciárias.
“A Previdência sozinha libera R$ 11,5 bilhões que eu entregaria para as áreas [que estão com bloqueio], inclusive [seriam] 20% para emendas parlamentares e 80% para despesas discricionárias”, afirmou.
“A gente tinha um pleito no Bolsa Família, nós precisamos entender que há uma defasagem de 15% do poder de compra do beneficiário do programa, que são as pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, declarou.
O Bolsa Família é a principal política de transferência de renda do governo federal e visa a possibilitar uma renda mínima a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.
O efeito financeiro passa a valer na folha de pagamentos de outubro. Os depósitos aos beneficiários começam no dia 19 do próximo mês, conforme o calendário regular baseado no número final do NIS.
