O Banco do Japão elevou a taxa de juros nesta sexta-feira (18) para o nível mais alto em 31 anos, com seu presidente sinalizando que o banco central entrou em uma nova fase voltada a evitar que a inflação ultrapasse sua meta, abrindo caminho para novos aumentos.
Mas a mensagem hawkish não conseguiu impulsionar o iene. Em vez disso, a moeda se desvalorizava, já que os investidores se concentraram na dissidência de duas autoridades, que argumentaram que o Banco do Japão deveria manter a paciência ao elevar os custos dos empréstimos.
O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que, com a inflação subjacente se aproximando de 2%, o foco do banco mudou de impulsionar os preços em direção à meta para se proteger contra um excesso de inflação.
“Se os riscos de a inflação subjacente ultrapassar 2% se concretizarem, isso poderá ter um impacto negativo na economia do Japão”, disse ele em uma coletiva de imprensa.
“É importante estabilizar a inflação subjacente em 2%. Nossa fase de política monetária mudou”, disse Ueda em sua declaração mais enfática até o momento sobre a determinação do banco central em combater as pressões sobre os preços por meio de aumentos contínuos dos juros.
Ueda disse que não descartaria nem aumentos consecutivos nem altas de 50 pontos-base. Ele ressaltou, no entanto, que o Banco do Japão pretende agir preventivamente para evitar ser forçado a tomar medidas drásticas que possam desestabilizar os mercados financeiros.
