Os russos começaram a votar nesta sexta-feira, 18, em uma eleição parlamentar de três dias que Vladimir Putin apresentou como um termômetro do apoio popular à guerra na Ucrânia. É o primeiro pleito legislativo do país desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, e vai renovar as 450 cadeiras da Duma Estatal, a câmara baixa do Parlamento. Num sistema político sob controle rígido, a aposta é que o Rússia Unida, partido governista, preserve o domínio.
O caminho ficou mais livre para o Kremlin depois que boa parte dos candidatos contrários à guerra foi retirada da disputa. A Suprema Corte decidiu que o Yabloko, legenda liberal que defende um cessar-fogo, descumpriu regras eleitorais. Ainda assim, alguns nomes do partido seguem concorrendo em distritos individuais.
Em pronunciamento pela televisão antes da abertura das urnas, Putin disse que o voto ajudaria a assegurar a vitória russa na Ucrânia e a mostrar firmeza diante da pressão externa. Para o Kremlin, a unidade interna é decisiva frente ao que classifica como tentativas cada vez mais perigosas dos serviços de inteligência ucranianos e de outros adversários de semear instabilidade dentro da Rússia.
A votação chega num momento de desgaste.
