O Ministério Público do Trabalho entrou com ação civil pública na Justiça do Trabalho, em Goiânia, contra a Havan e o dono da rede, o empresário Luciano Hang, por assédio eleitoral.
Entre outras medidas, o órgão pede indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo e providências antes do 1º turno das eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
Segundo o MPT, em 29 de agosto, na inauguração da loja de Caldas Novas (GO), Hang discursou contra a proposta de fim da escala 6 X 1 para empregados contratados para a unidade.
Em vídeo replicado nas redes sociais, o empresário disse que o projeto “não é nada mais, nada menos do que um estelionato eleitoral” e que, caso seja aprovado, vai fazer com que os empregados tenham de “arranjar outro emprego. Um subemprego”.
Hang divulgou uma nota oficial na qual afirma sofrer perseguição. Ele nega que seu discurso configure assédio eleitoral e diz que seu intuito foi expressar a sua opinião. “Não falei de candidato. Não falei de partido. Não pedi voto para ninguém. Não determinei em quem ninguém deveria votar. Apenas falei o que penso”, declarou.
POSIÇÃO DO MPT
Antes de entrar com a ação na Justiça, o MPT notificou o empresário. Segundo o Ministério Público, o discurso é irregular e configura assédio eleitoral em razão da associação direta entre o voto em outubro e um suposto prejuízo pessoal aos empregados que votassem em candidatos a favor do fim da escala 6 X 1.
