A relação entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu tem vivido altos e baixos. Os presidente dos Estados Unidos e o premiê israelense insistem que têm um bom relacionamento, mas já protagonizaram discussões acaloradas que levantaram questionamentos sobre a estabilidade da aliança.
Às vésperas da eleição de 27 de outubro, que vai decidir se Netanyahu continua no poder, as dúvidas continuam: Trump vai apoiar Bibi abertamente? E, se sim, qual seria o impacto desse apoio nas chances de reeleição do premiê?
Histórico de altos e baixos
No início do segundo mandato de Donald Trump, em fevereiro de 2025, Netanyahu disse em uma entrevista à Fox News que o republicano é “o melhor amigo que Israel já teve”. Trump, por sua vez, também rasgou elogios ao premiê, a quem chamou de “um primeiro-ministro formidável e decisivo em tempos de guerra, e que agora conduz Israel a um período de paz”.
Desde que Trump voltou ao poder, Bibi visitou os Estados Unidos sete vezes, mais do que qualquer outro líder mundial. As reuniões costumam seguir o rito tradicional: tapete vermelho, aperto de mãos, uma breve fala à imprensa dentro do Salão Oval exaltando a parceria entre os países. Mas o último encontro, em julho, aconteceu a portas fechadas e cercado de controvérsias.
Em junho, Trump admitiu ter chamado Netanyahu de “louco” e ter falado uma série de palavrões em uma ligação com o premiê sobre os ataques de Israel no Líbano.
