O centro de massa da Terra não permanece exatamente no mesmo lugar. Uma equipe liderada pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA, desenvolveu uma nova técnica para medir com maior precisão esse deslocamento, causado pela redistribuição sazonal de água, gelo e ar na superfície do planeta. O método utiliza dados de rastreamento ultrapreciso de satélites e pode estimar o movimento em escala de milímetros.
O estudo, publicado nesta quarta-feira (16) no Geophysical Journal International, busca reduzir a incerteza das medições do chamado geocentro, referência importante para sistemas de navegação por satélite e medições de elevação. Segundo a NASA, estimativas internacionais feitas em 2017 e 2023 apresentaram uma diferença de 0,27 polegada (7 milímetros), quase tão grande quanto o próprio movimento medido.
Por que o centro de massa da Terra se move
Se o planeta fosse uma esfera rígida e uniforme, seu centro de massa coincidiria com o centro geométrico. A Terra real, porém, tem grandes quantidades de água, gelo e ar que se deslocam continuamente. Essas mudanças na distribuição de massa fazem o centro de massa oscilar em relação ao centro geométrico em até vários milímetros.
Os pesquisadores identificaram três grupos principais responsáveis pelas oscilações sazonais: oceanos, atmosfera e água continental. Essa última categoria inclui gelo terrestre, neve, água de lagos e rios, umidade do solo e água subterrânea.
