O mundo redesenha rotas econômicas, industriais e energéticas sob a lente estrita da geopolítica. Na transição energética global, a segurança de suprimento de minerais críticos deixou de ser conceito abstrato para se tornar pilar de soberania. Nesse tabuleiro, a partir da força mineral do Pará e de todo o país, a sanção da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) coloca o Brasil formalmente no holofote.
É uma oportunidade histórica, única, que o país não tem o direito de desperdiçar. Trata-se de um grande passo para o país. É fundamental parabenizar a articulação e o empenho em torno dessa conquista, destacando em especial o excelente trabalho conduzido pelo deputado Arnaldo Jardim, relator da matéria, cujo diálogo e dedicação foram essenciais para a construção deste marco legal.
A mineração brasileira passou por uma profunda revolução na última década. Deixamos de ser apenas um vetor tradicional de commodities para nos consolidarmos como referência em governança, diversidade, inclusão e valorização de pessoas, provando que a operação moderna caminha lado a lado com os direitos humanos e a responsabilidade socioambiental.
Contudo, geologia de primeiro mundo e excelência operacional já não bastam isoladamente. A lei recém-sancionada, com seus instrumentos de fomento, incentivos ao beneficiamento e governança, coloca o Brasil diante do teste definitivo de sua maturidade institucional.
