O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, ajuizou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra o reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal na 5ª feira (17.set.2026).
Com o reajuste de 15,04%, o piso mensal do programa passará de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. O novo valor será aplicado a partir da folha de outubro. Os pagamentos começam no dia 19.
O reajuste foi anunciado a 17 dias do 1º turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
Segundo o g1, Renan pediu que fosse concedida liminar para suspender os efeitos do decreto que estabelece o reajuste até a posse dos candidatos eleitos neste ano, como forma de “resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos”.
Na representação, o candidato alega que há finalidade eleitoral na medida anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.
O objetivo da ação, segundo Renan, é “evitar o desvio de finalidade e a repercussão da medida governamental eleitoreira adotada no desequilíbrio do pleito”.
Também na 5ª feira (17.set), o ministro André Mendonça, do TSE, extinguiu uma representação apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste.
Mendonça considerou que Zé Trovão não tinha legitimidade para apresentar a ação porque é candidato a deputado federal por Santa Catarina, enquanto Lula disputa a Presidência da República.
